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Rede D’Or quer movimentar R$ 12,5 bi no IPO

Se o plano der certo, será o maior IPO na Bolsa brasileira desde a estreia do Santander, que captou R$ 13,2 bilhões em 2009

O Globo - 23 de Outubro de 2020

O Globo Online informa que a Rede D’Or bateu o martelo e tentará colocar no caixa R$ 7,5 bilhões com sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), prevista para dezembro, segundo fontes a par de detalhes da transação. Além disso, os atuais acionistas buscarão botar no bolso outros R$ 5 bilhões, totalizando uma captação de R$ 12,5 bilhões.

Se o plano der certo, será o maior IPO na Bolsa brasileira desde a estreia do Santander, que captou R$ 13,2 bilhões em 2009.         

O maior grupo hospitalar do país quer chegar à B3 com uma capitalização de mercado de R$ 110 bilhões, de acordo com pessoas que acompanham o processo. Caso esse valor se concretize, a Rede D’Or chegará à Bolsa já como décima empresa mais valiosa do mercado brasileiro (considerando o valor das ações hoje).

A companhia da família Moll figuraria no ranking entre o próprio Santander (R$ 118 bilhões) e o Banco do Brasil (R$ 92 bilhões), superando companhias como BTG Pactual, JBS e Eletrobras. 

Os planos de abertura de capital da Rede D’Or foram revelados pela coluna Capital em agosto.

Segundo as fontes, os valores pretendidos podem mudar, já que as condições de mercado estão voláteis. Há, por exemplo, o entendimento de que a parte secundária da oferta — o dinheiro que vai para o bolso dos atuais sócios — não é prioridade máxima. O fundo de private equity Carlyle e o GIC (fundo soberano de Cingapura) estariam, portanto, flexíveis quanto ao tamanho das fatias que venderão na oferta.  

A Rede D’Or opera 45 hospitais próprios em Rio, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Maranhão, Bahia e Sergipe, somando 7,3 mil leitos. O Instituto D’Or, que pertence ao grupo, participa dos testes da vacina de Oxford para o coronavírus no Brasil. O grupo fechou o ano passado com lucro líquido consolidado de R$ 1,2 bilhão, e com receita liquida de R$ 13,3 bilhões. A dívida líquida encerrou 2019 em R$ 9,9 bilhões.